Para quase todos, a educação é uma missão que deve ser e que se deseja possível, mas em que, quase sempre, se manifesta muito difícil alcançar os objetivos previamente traçados.

A educação(1) é das políticas públicas mais importantes e ocupa um lugar destacado, quer seja aquando das campanhas eleitorais nos diferentes programas eleitorais quer, posteriormente, no programa do Governo eleito que verterá em sede de Orçamento do Estado a relevância que efetivamente lhe dá, pelo montante a investir nos diferentes setores do sistema educativo.

Para quase todos, a educação é uma missão que deve ser e que se deseja possível, mas em que, quase sempre, se manifesta muito difícil alcançar os objetivos previamente traçados.

No domínio das organizações internacionais e comunitárias, a Organização de Cooperação e Desenvolvimento Económico (OCDE), a União Europeia, a UNESCO – Organização das Nações Unidas para a Educação, a Ciência e a Cultura, entre outras, aprovam as respetivas prioridades que deverão ser seguidas pelos Estados-membros e que assumem particular pertinência no momento de determinar as políticas públicas de cada Governo.

Em termos internos, a educação tem vindo a crescer em termos de importância não só pelo nexo de causalidade direta que tem com a qualificação dos respetivos cidadãos, bem como, na criação de emprego, mas, igualmente, porque a sua crescente globalização faz com que atualmente o crescimento do PIB conte sempre com o impacto do número de estudantes em percursos académicos transnacionais havendo uma crescente valorização do papel dos “stakeholders” da educação na dinamização e consolidação da economia nacional.

Ainda na semana passada o Governo português, através de Manuel Heitor, ministro da Ciência, Tecnologia e Ensino Superior, fez saber que no próximo ano letivo se pretende que o número de vagas destinadas ao concurso especial para estudantes estrangeiros seja de 25%. Assim, pretende-se passar dos 10.200 lugares disponíveis no corrente ano letivo, para 12.700 em 2019/20.

A globalização do ensino também significa que as instituições de ensino podem e devem internacionalizar-se, além da Internationalisation at Home em que se pretende que o campus seja internacional, através das alterações no curriculum académico, das parcerias globais no âmbito da investigação e na dinamização das competências digitais que potenciam políticas de conhecimento em que não há fronteiras e nas quais todos os membros da comunidade académica podem beneficiar dum ambiente internacional sem participar num programa de mobilidade.

No caso concreto das instituições de ensino portuguesas a internacionalização para o espaço da CPLP permitirá paralelamente um aumento dos investimentos por parte das empresas pois a crescente qualificação dos recursos humanos permitirá diversificar a sua tipologia em diferentes setores o que terá um impacto direto no crescimento multilateral do emprego e na balança comercial dos respetivos Estados.

Apesar de tudo, a educação é uma missão possível!

(1)Já abordámos aqui a relevância da educação nas suas diferentes perspetivas, eg: https://www.jornaldenegocios.pt/opiniao/colunistas/teresa-damasio/detalhe/a-escola-e-a-revolucao-na-igualdade-da-educacao; https://www.jornaldenegocios.pt/opiniao/colunistas/teresa-damasio/detalhe/a-formacao-e-o-futuro-da-educacao-em-portugal

Administradora do ISG | Instituto Superior de Gestão e do Grupo Ensinus

Artigo em conformidade com o novo Acordo Ortográfico

Artigo publicado em 26/11/2018 em Jornal de Negócios

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